O desenvolvimento de cosméticos de maior eficácia é um trabalho constante de pesquisadores nos laboratórios das indústrias. Para atingir esse objetivo, as pesquisas avançam cada vez mais com o uso da nanotecnologia, que permite que os ativos dos cosméticos penetrem em camadas mais profundas da pele.
As estruturas, propriedades e processos envolvendo esses estudos são de dimensões em escala nanométrica. As principais nanoestruturas utilizadas para impulsionar os ativos cosméticos são lipossomas, nanoemulsões, nanoesferas e nanocápsulas.
Hoje as prateleiras das farmácias já oferecem produtos desenvolvidos com essa nanotecnologia: hidratantes, antissinais, fotoprotetores, maquiagens e produtos capilares.
Em recente pesquisa realizada com empresas nacionais expositoras na Cosmoprof Worldwide Bologna 2022 com apoio da Beautycare Brazil, constatou-se que o uso de nanotecnologia e outras inovações similares representava 48,5% dos produtos em exposição.
A nanotecnologia permite que os ativos dos cosméticos sejam liberados gradual e lentamente nos locais aplicados. Eles conseguem atingir mais camadas da pele, o que um cosmético feito com partículas maiores não é capaz de fazer. Dessa forma, a ação dos produtos pode ser mais efetiva.
A liberação mais lenta diminui as chances de o cosmético causar irritações na pele. Há nanopartículas que também podem melhorar a estabilidade de ingredientes ativos, principalmente os mais sensíveis. Assim, elas otimizam o prazo de validade dos cosméticos.
As nanopartículas ainda conseguem aprimorar a solubilidade dos ativos em meio aquoso, o que torna o produto final mais líquido e de melhor impacto sensorial, ou seja, mais agradável.
Avanços comprovados
Os protetores solares são exemplos do salto de qualidade que a nanotecnologia oferece para os cosméticos. Quando a nanotecnologia é aplicada, eles são capazes de proteger ainda mais as células e têm uma fórmula que permite a aplicação mais fácil e agradável.
Em cremes que combatem o envelhecimento, as nanopartículas penetram mais profundamente a pele e estimulam a multiplicação de células. Esta é uma grande vantagem em relação aos anti-idade tradicionais cujas partículas maiores não conseguem adentrar nessas camadas mais profundas e agem somente na superfície da epiderme.
A aplicação da nanotecnologia também obedece às tendências de consumo atuais. Destaca-se, por exemplo, o conceito de nanotecnologia sustentável. As apostas são, por exemplo, para ativos orgânicos concentrados e protegidos em cápsulas livres da ação de oxidantes. O resultado pode ser comprovado em produtos como óleos, vitaminas e repelentes naturais.
Os processos de concepção e fabricação de produtos se baseiam na química verde, que busca um desenvolvimento feito da forma mais sustentável possível.
Fontes: EJEQ – UFPR e Unipampa.
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