Nova vacina contra o herpes-zóster chega ao Brasil
Acaba de chegar ao mercado brasileiro uma nova vacina para prevenir o herpes-zóster – doença causada pelo varicela-zóster, o vírus da catapora. Fabricada pela farmacêutica GSK, a Shingrix é voltado para pessoas com mais de 50 anos e imunossuprimidos e está disponível apenas em clínicas particulares, com preços que giram em torno dos R$ 1.000 a dose – a indicação da bula é de duas aplicações. Segundo informações do registro na Anvisa, a nova vacina é um sistema adjuvante contra o herpes-zóster desenvolvido para proporcionar um nível alto e duradouro de proteção contra a doença.
Um estudo de 2021 da Unimontes, com dados do SUS, apontou que o número de casos da doença aumentou cerca de 54% no Brasil em 2020, durante o início da pandemia, passando de pouco mais de 30 casos por milhão de habitantes, em média, para quase 41 casos por milhão.
O que é a herpes-zóster?
Após causar a catapora, o vírus da doença pode ficar incubado em um nervo e, muito tempo depois, provocar o herpes-zóster. Conhecido popularmente como “cobreiro”, a doença causa pequenas vesículas na pele, que se formam acompanhando o trajeto do nervo infectado. Diferentemente da catapora, o herpes-zóster não é transmitido de pessoa para pessoa por via respiratória, nem pelo contato com as vesículas na pele.
Segundo especialistas, cerca de 20% das pessoas podem ter herpes-zóster em algum momento da vida. Os primeiros sintomas da doença são formigamento e dor no lugar onde, mais tarde, vão aparecer as lesões e, em alguns casos, febre baixa, seguidos de vermelhidão no local afetado e, por último, as vesículas contendo o vírus. Dor de cabeça, ardor, coceira local e mal-estar também podem acompanhar os demais sintomas.
Opções em dobro
Até a chegada da Shingrix, a única vacina específica para a doença era a Zostavax, fabricada pela MSD e também administrada a partir dos 50 anos, fase em que as pessoas tendem a apresentar maior risco de desenvolver a doença. A diferença é que o novo imunizante também pode ser utilizado em pessoas maiores de 18 anos imunossuprimidas - como portadores de HIV ou em tratamento de câncer, por exemplo -, que têm maior risco de desenvolver a doença.
Para especialistas, além de reduzir a possibilidade de reativação do vírus, as vacinas previnem a incidência da nevralgia pós-herpética e seus quadros dolorosos.
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