A venda em unidades de medicamentos genéricos cresceu 9,09% nos últimos 12 meses, de acordo com dados do IQVIA, líder global no uso de informação, tecnologia e análise na área da saúde. De novembro de 2021 a outubro de 2022 foram vendidas 1,8 bilhão de unidades de genéricos no Brasil. Esse montante representa 35,27% do total do mercado de medicamentos em unidades.
De acordo com a presidente executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), Telma Salles, os genéricos já geraram uma economia de R$ 234,9 bilhões para os brasileiros, desde que foram criados em 1999. Eles podem ser usados para tratamento de mais de 95% das doenças conhecidas.
Os biossimilares cresceram 21,55%, chegando a 1,39 milhão de unidades vendidas entre novembro de 2021 e outubro de 2022. Esses medicamentos são utilizados para tratamento de mais de 50 patologias, como doenças autoimunes, diferentes tipos de câncer, doenças inflamatórias crônicas e raras, e já representam 8,25% do mercado total de medicamentos biológicos.
Ainda de acordo com a ProGenéricos, 82% dos consumidores têm alto grau de confiança nos genéricos e 93% da população pesquisada troca o produto receitado pelo médico por outros de idêntico princípio ativo. O valor é um dos fatores decisivos para a substituição. No Brasil, os preços dos medicamentos são controlados por lei e os genéricos devem ser ao menos 35% inferiores ao medicamento de referência. Na prática, há casos em que os descontos podem chegar a 90%.
Os genéricos estão no topo da preferência do brasileiro, quando comprados para tratar doenças crônicas como hipertensão ou diabetes, casos em que o paciente precisa tomar o remédio todos os dias. A classe média faz parte da lista de clientes, o que revela que a resistência inicial dessa parcela da população em adotar genéricos já foi superada. Hoje, a cada 20 medicamentos prescritos, 15 são deste tipo.
Fonte: Dois a Mais Farma, Agência Brasil
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