O mundo digital do setor de saúde ganhou impulso durante a pandemia à medida que pacientes não podiam sair de casa por causa das políticas de isolamento e também do medo associado à covid-19. Ao mesmo tempo, os hospitais sobrecarregados precisaram, de alguma forma, modernizar uma série de procedimentos, incluindo o envio de receitas online. Profissionais que prestavam serviços particulares também fizeram o mesmo.
Nos últimos três anos, as chamadas healthtechs encontraram um caminho cheio de oportunidades para crescer, associado também aos diferentes problemas já existentes no setor de saúde brasileiro. O termo healthtechs se refere às empresas startups que desenvolvem aplicativos de telemedicina, ferramentas de monitoramento remoto, prontuários online, controle de doenças crônicas e mentais, prevenção, entre outras possibilidades.
A Associação Brasileira de Startups (ABStartups) avalia que há um boom de criação de startups voltadas ao mercado de saúde. Um estudo da entidade em parceria com a consultoria Deloitte mostrou que as healthtechs já ocupam o segundo lugar em número de startups, ficando atrás apenas do setor de educação. Ainda de acordo com o documento, 57% já receberam investimentos.
O número de healthtechs no Brasil aumentou 16,11% entre 2019 e 2022. O mapeamento foi feito pela aceleradora de startups Liga Ventures em parceria com a consultoria PwC. De acordo com os dados, são 545 empresas que oferecem uma variedade de soluções como monitoramento de doenças e prontuários online.
As soluções para o setor de saúde são apontadas como um dos campos mais férteis para investimentos no setor de tecnologia neste momento. A avaliação é da plataforma Distrito, que trabalha para conectar empresas e startups.
Em nível mundial, as healthtechs foram apontadas como algumas das empresas mais promissoras do mundo. A expectativa é que o mercado ultrapasse os US$ 500 bilhões em 2025, segundo a consultoria internacional Global Market Insights.
Aplicativos de saúde mental e bem-estar ganham interesse
Os brasileiros também voltaram as atenções aos temas de bem-estar e saúde mental durante a pandemia, marcada pela falta de contato social. Um levantamento da consultoria internacional App Annie mostrou que em 2020, no auge da crise da Covid-19, o número de downloads de aplicativos de saúde cresceu 45%, mais do que a média mundial no período analisado. Além das ferramentas específicas sobre o novo coronavírus, os brasileiros baixaram apps de meditação, práticas de exercícios físicos, yoga, entre outros.
Especialistas dizem que a pandemia foi responsável por mudanças profundas em como as pessoas lidam com a saúde mental. Com isso, se acelerou o desenvolvimento de aplicativos específicos em resposta à demanda do mercado. Em 2021, as buscas por ferramentas de saúde mental e emocional cresceram 130%, de acordo com uma análise da plataforma Gympass.
Cinco aplicativos de saúde apareceram na lista 100 Startups to Watch 2022, que elege os negócios mais promissores do momento. Entre os apps, estão o SleepUp, focado em distúrbios do sono, que é regulamentado pela Anvisa, e o ViBe Saúde, de atendimento e terapia online.
Diante de tantas opções, médicos lembram que é preciso pesquisar sobre a origem dos aplicativos, especialmente aqueles que lidam com diagnósticos. Isso porque, a depender do assunto, não é possível substituir o contato presencial com um profissional. Já para outros temas de cuidado pessoal, o leque de opções é grande e pode ajudar a amenizar os efeitos prolongados do isolamento.
Fonte: O Globo, Extra, ABStartups, Valor Econômico, CNN Brasil e Terra
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