Indústria Cosmética

Quais são as alternativas para empresas que não fazem testes em animais

A ciência possibilitou a substituição de testes em animais através de diversos métodos seguros. Entenda como eles funcionam.

Escrito por Talk Science

02 SET 2021 - 14H29 (Atualizada em 08 SET 2021 - 09H00)

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O desenvolvimento de métodos não baseados em animais aumenta cada vez mais, e não realizar testes com eles não quer dizer que os pacientes humanos serão afetados. Ao fazer essa substituição, a qualidade dos resultados é melhorada, e a ciência se torna mais consciente e efetiva em sua função social.

Por causa das inovações na ciência, os testes em animais estão sendo trocados em diversas áreas de pesquisas. Porém, muito ainda deve ser feito na área para que os resultados sejam mais eficientes aos seres humanos.

Os testes em animais já não são aceitos em muitos lugares, pois geram diversos efeitos adversos, mesmo tentando aliviá-los. Dessa forma, continue a leitura e saiba quais são as alternativas para as empresas que não fazem esse procedimento!

TECIDOS HUMANOS

Uma forma eficiente de estudar a biologia e as enfermidades humanas é por meio de tecidos saudáveis ou doentes doados por voluntários nos momentos de cirurgia. Inclusive, os resultados alcançados são melhores do que em testes animais.

Desse modo, os cientistas reconstruíram olhos, pele e tecido para realizarem testes. Um ponto importante é que os tecidos humanos podem ser utilizados após a morte de uma pessoa. O cerebral, por exemplo, já foi capaz de fornecer valiosas informações a respeito da regeneração desse órgão e os efeitos da esclerose múltipla.

MODELOS DE COMPUTADOR

A possibilidade de modelar ou replicar alguns aspectos do corpo humano se tornou realidade graças aos avanços das funções dos computadores. Sendo assim, há modelos digitais de pulmões, rins, pele, coração e sistema digestivo.

Eles são usados para realizar experimentos virtuais, e existem ferramentas de mineração de dados que auxiliam a realizar previsões a respeito dos riscos de algum remédio.

ESTUDOS VOLUNTÁRIOS

Com o crescente progresso da tecnologia, foram criadas ferramentas de escaneamento e técnicas de registro para estudar voluntários humanos com a máxima segurança. Dessa maneira, diversas máquinas “enxergam” dentro do cérebro e, assim, monitoraram a progressão e o tratamento de doenças. Elas ajudam significativamente os cientistas a compreender causas, comparando-os com voluntários saudáveis.

A microdosagem, uma técnica nova no mercado, é aplicada para medir o comportamento de determinado medicamento no corpo, mas em pequenas proporções. As doses precisam ser radiomarcadas, inseridas nos voluntários e medidas por meio de uma ferramenta muito sensível conhecida como espectrômetro.

SISTEMAS MICROFISIOLÓGICOS

Essa ferramenta garante um bom resultado na efetivação das pesquisas. O sistema combina o cultivo de células em três dimensões, sendo que o objetivo é imitar o organismo de maneira fisiológica e, desse modo, substituir os testes em animais.

MÉTODOS ALTERNATIVOS IN SÍLICO

É essencial saber os riscos oferecidos por determinadas substâncias, e alguns modelos matemáticos e softwares contribuem para isso. Para conseguir um resultado preciso, são retiradas informações de bancos de dados e, em seguida, analisados. O objetivo é conhecer os efeitos que um medicamento provoca no corpo dos indivíduos para que nenhuma vida fique prejudicada.

MÉTODO ALTERNATIVO IN VITRO

Esse método utiliza o cultivo de células, órgãos e tecidos fora do corpo. A finalidade é alcançar o mesmo resultado que seria obtido por meio de um animal. Ele já é aplicado em muitos laboratórios, pois é autorizado por instituições regulatórias.

Com isso, é possível alcançar resultados satisfatórios para o bem-estar da população, além de não afetar nenhum animal. Ele deve ser feito de acordo com o objetivo do projeto proposto.

CULTURA DE CÉLULAS

Muitas células humanas são cultivadas em laboratório. Os pesquisadores fazem com que elas tenham uma estrutura 3D, como os órgãos humanos em miniaturas, que disponibilizam uma forma mais realista de testar novos tratamentos. As células humanas têm sido muito utilizadas para criar os famosos “órgãos em chips”, que são utilizados no lugar de animais para estudar processos biológicos e de enfermidades.

Nesse sentido, é necessário ressaltar que já foram desenvolvidos dispositivos que parecem muito como coração, intestino, pulmão e rim humanos. A cultura em células é muito importante para diversas doenças que acometem a comunidade, como câncer, AIDS, sepse e doenças renais, e é aplicada diariamente em testes de segurança química, por exemplo, na elaboração de vacinas e de medicamentos.

VANTAGENS DOS MÉTODOS ALTERNATIVOS

São considerados métodos alternativos aqueles que apresentam a possibilidade de substituir ou de reduzir a realização de testes em animais. Alguns métodos são muito acessíveis e têm grande potencial de melhorar os resultados alcançados.

Os pesquisadores contam com a opção de realizar testes rápidos e baratos, além de alcançarem um resultado satisfatório, diferentemente de alguns testes em animais que não geram resultados exatos e exigem mais gastos e tempo.

Outra importante vantagem é o uso de células humanas, o que acaba com a distância filogenética, ocasionando mais sucesso nas pesquisas. Os testes em animais apresentavam esse contratempo, o que dificultava resultados com mais exatidão. Como as pesquisas são para os seres humanos, nada mais eficiente do que usar suas próprias características.

Devido ao crescente aumento de pessoas e comunidades que defendem as causas dos animais, muitas empresas pararam de usá-los em testes. As indústrias de cosméticos, por exemplo, que contavam com camundongos, já não fazem mais isso a fim de não prejudicar a vida deles. optando por outros métodos para testar os seus produtos.

Essa tendência está crescendo em todo o mundo. Na Europa, os testes em animais já são proibidos. Entretanto, alguns outros locais ainda fazem, porém existem diversas reivindicações da população para encerrar essas ações.

Muitos clientes já não compram produtos de marcas que realizam esses experimentos, preocupando-se com um uso consciente dos produtos. É muito vantajoso buscar por outras estratégias, pois garantem bons resultados e a satisfação dos consumidores.

No Brasil, os testes em animais por parte das empresas estão diminuindo. Para que isso seja minimizado no país, o Governo criou a Rede Nacional de Métodos Alternativos (RENAMA) com o propósito de aumentar a utilização de métodos alternativos entre os pesquisadores. Inclusive, vários cientistas brasileiros já foram reconhecidos internacionalmente por aplicá-los em seus trabalhos.

Gostou do nosso post? Então, aproveite a visita em nosso blog para saber como funcionam os testes em animais e o que é o mercado cruelty free. Let´s talk!

LINK: https://www.talkscience.com.br/industria-cosmetica/testes-em-animais-como-funcionam-e-o-que-e-o-mercado-cruelty-free

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