Definimos deep techs como tecnologias baseadas em “ciência dura” (hard science), capazes de resolver problemas atuais de alto valor agregado ou construir as organizações do futuro. Embora essas soluções também possuam riscos científico e tecnológico em adição ao risco de mercado, são capazes de entregar um retorno acima da média ou proporcionar liderança de mercado para as empresas que investem.
Inicialmente, o conceito de deep tech foi cunhado em 2014 pela Swati Chaturvedi, definindo como empresas fundadas em uma descoberta científica ou verdadeira inovação tecnológica. Mas apesar de recente, o termo “deep techs” vem evoluindo e recebido diversos outros significados, como startups que possuem risco científico para seu produto funcionar (Nathan Benaich) ou tecnologias que adicionam ao risco ou descoberta científica o fator de soluções aos desafios fundamentais do mundo e aos problemas significativos (Joshua Siegel e Sriram Krishnan; e J. Siota e Prats).
Do ponto de vista de inovação aberta, as deep techs são encaradas como inovações que só geram valor para setores ou empresas que possuem as áreas de P&D profundamente estruturadas, visando o longo prazo e necessitando de dezenas de milhões de dólares de investimento. No entanto, essa visão vem sendo desconstruída e está permitindo a muitas empresas acessar uma nova camada de inovação e criar vantagens competitivas únicas, uma vez que as deep techs podem entregar valor focadas no negócio atual ou na renovação do modelo de negócios, independente da estrutura de P&D da empresa.
Quando cruzamos as perspectivas de horizonte do resultado (curto ou longo prazo) e foco estratégico (atual ou futuros negócios), pode-se utilizar deep techs para resolver problemas complexos atuais do negócio (solução de problemas), aumentar a entrega de valor de um produto (melhoria da proposta de valor), expandir rapidamente os modelos de negócios (expansão do modelo de negócios) ou construir o futuro da organização (renovação corporativa). Em resumo, as deep techs são ferramentas de inovação aberta que podem ser utilizadas para alcançar os resultados estratégicos das organizações, sejam aqueles endereçados para melhoria dos produtos atuais ou aqueles focados no futuro da empresa.

Exemplos práticos da aplicação do conceito?
Seguindo a matriz de da inovação aberta com deep techs à estratégia corporativa, temos os seguintes exemplos brasileiros para cada quadrante do modelo:
Daniel Pimentel - Diretor de Universidades e Transferência de Tecnologia
Lucas Delgado - Diretor de Projetos e Novos Negócios
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